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    2012: SOB A INFLUÊNCIA DA LUA E DO NÚMERO 5

     

    2012: SOB A INFLUÊNCIA DA LUA E DO NÚMERO 5 

     

    Por  Elaine Bertone 


    A Lua simboliza a grande Mãe, por isso o desejo coletivo inconsciente de proteger ou ser protegido poderá aumentar consideravelmente nas relações de afeto.
    As pessoas estarão mais ligadas à família ou focadas nas questões que envolvam o ambiente doméstico. A influência da figura materna será realçada neste Ano e na ausência da mãe, a avó, a filha mais velha ou alguém que apareça como substituta deste papel pode ganhar mais poder nas relações familiares. 
    Deve-se dar mais atenção à intuição e encarar com maior naturalidade os altos e baixos que vão ocorrer tanto no plano emocional, como financeiro – haja vista as fases lunares que caracterizam o astro regente de 2012. 
    As atividades profissionais que têm como alvo principal o público feminino serão as mais favorecidas, embora os mesmos benefícios se estendam ao setor imobiliário e a tudo que envolva construção, decoração, família, público infantil, seguro, herança e o comércio ou a industrialização de bebidas e água.
    A soma dos algarismos de 2012 resulta no número cinco, por isso é um ano de expansão ou inquietação. O cinco está ligado aos novos interesses, à curiosidade, à mudança, à versatilidade e a ação. Os acomodados que se cuidem, pois este Ano será um período de efervescência e rejuvenescimento -- a criatividade e a capacidade de adaptação serão especialmente valorizadas. Quer ter um ano interessante e menos monótono? Então, encare as mudanças como oportunidades para se vencer as próprias limitações.
     

     



    Escrito por Elaine Bertone às 17h40
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    INTERVALOS POSSÍVEIS

    INTERVALOS  POSSÍVEIS 

     

     

    Por   Elaine Bertone 

     

    Anseio falar com você;

    a internet é a melhor opção;

    contato em tempo real

    subtraindo a minha emoção;

    frases telegráficas,

    atenções divididas,

    assuntos  banais...

    A conexão não ajuda,

    não há porque insistir

    neste encontro roubado,

    às pressas, às escondidas

    nos intervalos possíveis

    do labirinto da vida...

    Eu mereço mais !

     

    19.02.06 



    Escrito por Elaine Bertone às 09h08
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    VICE - VERSA

    V I C E  -  V E R S A 

     


    Por  Elaine Bertone 

     

    É      só       bem   isso

     

    isso   bem          é

     

           é       isso    bem

     

    bem    isso   é       


    25/03/80 

     



    Escrito por Elaine Bertone às 14h42
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    L A M E N T A Ç Ã O

     

       LAMENTAÇÃO 

             Por  Elaine  Bertone 

     

    É uma afta 
    sem dúvida, 
    beijo ácido
    na gengiva,
    soda cáustica 
    na saliva, 
    quantos ais 
    e abacaxis...



    Escrito por Elaine Bertone às 16h12
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    ESTRELA CADENTE

     

    ESTRELA CADENTE 

    Por Elaine Bertone

     

    Esse amor

    não é sol, nem estrela,  

    não tem norte,

    nem sul, nem certeza...

    é o risco no céu,

    é surpresa,

    um brilho tal

    que me cega

      

    Imagem que nasce

    tão linda...

    segundos de cores

    tão frias,

    um verso que canta na noite,

    um sonho que afaga meus dias

     

     Vem como um acorde que toca,

    assim como um flash na mente,

    ...um sussuro que me provoca,

    é o brilho da estrela cadente

     



    Escrito por Elaine Bertone às 20h00
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    C O N F O R T O

    C O N F O R T O 

     

     

    Por  Elaine  Bertone


    De onde estou

    ouço sua voz

    sem poder vê-la...

    A parede de concreto

    não impede sua presença.

    Nada tenho com o corpo,

    com a forma ou a luz...

    é somente a voz

    que traduz sua existência,

    é somente a voz

    que conforta e seduz

    pelo som, pela essência

    pela vida que ecoa

    e imprime sua marca.

    É você naquela voz

    sem impressão digital;

    é a certeza,

    o princípio,

    o elo espiritual,

    a inocência...

     

     



    Escrito por Elaine Bertone às 14h19
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    ALGO ERÓTICO


    ALGO   ERÓTICO

     

    Por Elaine Bertone

     

    Não quero as luzes

    de um olhar apaixonado,

    nem um verso cantado,

    em tom de lirismo...

    Não quero o sussuro no ouvido

    ou o som de qualquer melodia,

    não quero o vento das praias noturnas,

    nem a lua,

    pra me fazer companhia

     

    Não quero o sabor do beijo,

    nem da bebida mais fina

    não quero o torpor

    de topar com a sua retina,

    não quero o show furta-cor

    da tarde

    nem a chuva fria que arde

     

    Quero somente os seus pés singelos

    (que parecem esculpidos,

    em mármore marfim),

    para roçar os dedinhos,

    (tão humildes e belos),

    silenciosamente esquecidos

    ao longo da cama...

    tão longe de mim...

     



    Escrito por Elaine Bertone às 20h10
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    COMPLEXIDADE

    C O M P L E X I D A D E 

     

    Por Elaine Bertone

     

    Há dias que sou o drama,

    o problema em questão,

    há dias que sou o romance,

    o amor e o coração...

    há dias que sou a comédia

    sou a rédea do sorriso,

    a piada e o palhaço trapalhão

    há dias que sou a tragédia,

    a catástrofe e o pesar,

    há dias que sou criança

    há dias que sou adulta,

    um certo passo de dança...

    e a poeta que se oculta

    sob o brilho de um olhar... 

     



    Escrito por Elaine Bertone às 16h26
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    B L E C A U T E

    B L E C A U T E 

     

    Por   Elaine  Bertone

     

    Dentro de mim,

    uma luz se apagou,

    não sei ao certo onde,

    mas tem o cheiro da morte, 

    de um curto-circuito em  meu peito,

    como um sinistro corte,

    na minha  chama interior.

     

    Quedou-se

    minha  fonte de  alegria e calor

    e uma tristeza oportuna

    se apossou de mim...

    Uma luz se apagou...

    como um blecaute permanente,

    ou a degradação de uma célula.

    Perdi, assim,  meu lado inocente,

    pois a  chegada do breu

    em mim,

    trouxe a consciência do medo,

    e a realidade do fim.

      



    Escrito por Elaine Bertone às 22h15
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    FOICE

    F O I C E

    Por Elaine Bertone

     

    Foi-se

    sem  notícia,

    como açoite

    de estranheza,

    como a noite

    sem estrela

     

    Foi-se

    pelas sombras,

    secretando a fuga,

    silhueta negra

    em corredor de rua

     

    Foi-se

    cortando espaços,

    como foice

    pelos matos,

    como nesga absoluta,

    ou sombra desfeita 

    em fresta diminuta,

    num susto torpe.

     

    Foi-se

    alquebrado

    e suando frio,

    como vento

    sem roçar o rio

    e foi-se ...

     



    Escrito por Elaine Bertone às 21h45
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    E S P E R A N Ç A

    E S P E R A N Ç A   

    O SOL LUZENTE

    SE APAGA SOB OS OMBROS DA MONTANHA

    PISCA-PISCA VAGA-LUME

     

    (Elaine Bertone)

     

     

     

     



    Escrito por Elaine Bertone às 14h05
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    DIAS DE CHUVA TAMBÉM SÃO DIAS DE ARCO-ÍRIS

    DIAS DE CHUVA  TAMBÉM SÃO DIAS DE ARCO-ÍRIS



    Escrito por Elaine Bertone às 16h20
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    SER PERFEITA? NEM PENSAR!

     

    SER PERFEITA? NEM PENSAR!

    Por Elaine Bertone

    Apesar das diferenças individuais, eu não sou diferente de ninguém. Sou apenas um ser humano, com qualidades e deficiências.  Quem se julga perfeito, que atire a primeira pedra! 

    Como todo mundo,  tenho a minha luz própria, mas há recônditos escuros dentro de mim – alguns, nem eu mesma conheço.

    Aprendi, entretanto, a fazer as pazes com a minha sombra com a mesma naturalidade com que  acolho  a minha luminosidade.  Sou sujeita a erros e acertos, mas o que de fato importa é o meu desejo de superação. 

    Não abro mão da minha humildade – todos os dias eu tenho algo a aprender.  Ser perfeita? Nem pensar! 

    Aprendi que para ser autêntica é preciso honestidade. E para vencer as próprias fraquezas, há que se exercitar a autocompaixão.   Admitir e compreender as próprias falhas é o primeiro passo para transcendê-las, por isso se eu negar as minhas sombras, estarei idealizando uma “persona”, que de fato é somente a representação do ego.

    À medida que eu reconheço as minhas faltas, estarei mais próximo de me ver como de fato sou  e  só a partir daí  é que poderei me  melhorar como indivíduo, ou seja, só posso me lapidar, à medida que reconheço as minhas arestas.

    Percebo, portanto, que  a condição humana abraça tanto a existência da luz como a da sombra  e a convivência das duas resulta  no processo individual de crescimento – doa a quem doer!

     



    Escrito por Elaine Bertone às 10h00
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    AZUL BÚRICA

    AZUL BÚRICA

     

    Por Elaine Bertone

      

    O meu fascínio pelas búricas tem início na infância. Sempre gostei de brincar com as búricas do meu irmão. Entretanto, não falo do jogo que envolve as bolinhas de gude, propriamente dito, mas de como eu me divertia ao ficar  manuseando aquelas pequenas bolas de vidro.

    De fato, eu ficava horas em completa absorção com as búricas na mão. Segundo a  minha fantasia, aquelas bolinhas não eram senão pequenos planetas em miniatura.

    As búricas azuis com manchas brancas eram as minhas prediletas, já que representavam a Terra com a atmosfera cheia de nuvens.  

    Havia, porém, bolinhas de todas as cores e tamanhos, mas eram os  desenhos  que se formavam no vidro, que atraíam a  minha curiosidade e admiração.  Algumas búricas  se assemelhavam a Marte,  outras a Mercúrio, Vênus, Júpiter, Netuno e Plutão,  mas também havia as que eram totalmente brancas como a Lua e eram chamadas pelos meninos de “dentes de leite”.

    O dia de hoje me remeteu a essas tão doces lembranças, graças ao límpido céu de outono que ostenta o mesmo azul que eu via nas minhas búricas prediletas. Caminhando pela praia e conversando com o mar, eu não pude ficar indiferente a este azul do céu que é único e que se descortina sob o sol de abril.  

    Tomo a liberdade de batizar este azul. Chamo-o de azul búrica, sem me importar com a estranha classificação. Afinal, que argumento pode ser mais forte que a veracidade das memórias?

    13/04/2011.



    Escrito por Elaine Bertone às 01h34
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    INCÓGNITA

     

    INCÓGNITA

     

    Tentei compreender você

    em suas duas faces,

    em suas mil cores,

    em seus pensamentos,

    em seus confusos amores,

    em seu porquê,

    perdido onde...

    em seus sonhos,

    que por certo alguém esconde,

    em seu riso incógnito,

    em sua sombra desforme ,

    em seu olhar mais íntimo,

    em sua ira enorme,

    em suas vestes,

    em em seus assuntos,

    que eu sei, são muitos,

    em seu desânimo,

    em sua meiguice;

    tudo porém, achei estranho

    e  nada disse,

    nem concluí.

    Tentei compreender você,

    que idiotice,

    não consegui...

     

    07.04.81

    Elaine Bertone

     



    Escrito por Elaine Bertone às 19h17
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