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    MORRER É PRECISO

    Eu tenho um fascínio pelo mistério e tudo o que o envolve.  Minha atração pela astrologia me faz trilhar por pegadas alternativas da psicologia ao tentar

    desvendar  o bicho-homem através da simbologia, da mitologia, da religiosidade, do místico e do inconsciente coletivo.  A morte também faz parte dessa amplitude

     do mistério.   De onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos é a questão que nos persegue por toda a existência... É por isso que nesse espaço eu vou estar

    sempre  dando as minhas pinceladas pelo universo espetacular que envolve a vida e a morte, sem deixar de exaltar a arte, a poesia, a fotografia e tudo o que faz essa

     nossa  passagem mais bonita.

    Elaine.

       

    Por Paulo Angelim *  

     

     

    Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte.  E precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio a morte nada mais é que o ponto de partida para o início de algo novo, a fronteira entre o passado e o futuro.

     

    Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente. Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas. Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém . Quer ter boas amizades? Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência. Respeite seus amigos, colegas de trabalho e vizinhos, enfim todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.

     

    E qual o risco de não agirmos assim?O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e, por fim prejudicando nosso sucesso. Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam.

     

    Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados. Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos as virtudes de criança, que também são necessárias. 

     

    Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.

     

    Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e evoluído? Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o "egoísmo" é o "egocentrismo", para que nasça o ser que você tanto deseja ser. Pense nisso e morra. Mas, não esqueça de nascer melhor ainda.

        

    *Paulo Angelim  é arquiteto, pós-graduado em marketing.

     

     



    Escrito por Elaine Bertone às 17h05
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    SOCORRO

     

    Letra: Alice Ruiz

     socorro, eu não estou sentindo nada.
    nem medo, nem calor, nem fogo,
    não vai dar mais pra chorar
    nem pra rir.

    socorro, alguma alma, mesmo que penada,
    me empreste suas penas.
    já não sinto amor nem dor,
    já não sinto nada.

    socorro, alguém me dê um coração,
    que esse já não bate nem apanha.
    por favor, uma emoção pequena,
    qualquer coisa que se sinta,
    tem tantos sentimentos,
    deve ter algum que sirva.

    socorro, alguma rua que me dê sentido,
    em qualquer cruzamento,
    acostamento, encruzilhada,
    socorro, eu já não sinto nada



    Escrito por Elaine Bertone às 10h53
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    * H A I K A I

     Por  Elaine Bertone

    O que é um haikai?  Segundo a  Wikipédia, a enciclopédia livre  da internet, Haikai  é uma forma poética de origem  japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.  Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco letras japonesas e sete letras  na segunda linha.  O haikai  é tradicionalmente impresso em uma única linha vertical, mas  na nossa Língua Portuguesa, ele aparece em três linhas paralelas.

    O  principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.

    Alice Ruiz,  na foto comigo,  começou a escrever contos com 9 anos de idade  e versos, aos 16. Foi  "poeta de gaveta"  até os 26 anos, quando publicou, em revistas e jornais culturais, alguns poemas. Mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos.

    Aos 22 anos casou com Paulo Leminski e pela primeira vez, mostrou a alguém o que escrevia. Surpreso, Leminski comentou que ela escrevia haikais,  termo que até então Alice não conhecia. Mas encantou-se com a forma poética japonesa, passando então estudar com profundidade o haicai e seus poetas, tendo traduzido quatro livros de autores e autoras japonesas, nos anos  80.

    Alice publicou, até agora, 15 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil.

     

    HAIKAIS TRADUZIDOS  POR  ALICE

     

    Nudez

     

    O pé do ipê
    flor a folha despido
    empertiga-se
     
    Issa Kobayashi
     

     

    Presente

    Campânulas
    minha cabana ganhou
    um novo telhado
     
    Issa Kobayashi

    *******************************************************

    HAIKAIS ESCRITOS   POR  ALICE

    DO LIVRO: Conversa de passarinhos

    basta um galhinho
    e vira trapezista
    o passarinho

    DO LIVRO:  Salada de Frutas

    plantei uva para o vinho
    para as festas, para as passas
    só deu batatas

     

     

    HAIKAI DE MINHA AUTORIA

    Delicadeza

     

    um dente-de-leão

    se desfaz ao vento

    neve de algodão

     

    (28.06.09)

     

    *  Nota:  Haikai  ou haicai  =  a grafia de ambos está correta.


    Escrito por Elaine Bertone às 21h33
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