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    Por Fernando Pessoa

    O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
    Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
    Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
    O Tejo tem grandes navios
    E navega nele ainda,
    Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
    A memória das naus.

    O Tejo desce de Espanha
    E o Tejo entra no mar em Portugal.
    Toda a gente sabe isso.
    Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
    E para onde ele vai
    E donde ele vem.
    E por isso porque pertence a menos gente,
    É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

    Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
    Para além do Tejo há a América
    E a fortuna daqueles que a encontram.
    Ninguém nunca pensou no que há para além
    Do rio da minha aldeia.

    O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
    Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

     

     



    Escrito por Elaine Bertone às 00h46
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    SÍNDROME DO PÂNICO E A CASA 12

    Por  Josilene Sousa

    "Esse negócio de síndrome de pânico é pura frescura!" Ouvi essa frase em meados dos anos 80; hoje, a cada dez pessoas, oito ou têm ou conhecem alguém que tenha a síndrome - esse medo interior que remete o portador ao total isolamento emocional, sentimental e de si mesmo.

    A Síndrome de Pânico é a distância do seu eu interior, do self. O Sol na casa 12, do inconsciente, ou seja, na casa do desconhecido ou da "escuridão" da personalidade, ao mesmo tempo que dá ferramentas para "iluminá-la", faz com que o indivíduo se sinta como um balão de gás solto no céu, ao léu. Trabalhar com a casa 12 não é das tarefas mais fáceis.

    A pessoa que desenvolve a síndrome se sente impotente, instável e busca a fuga do seu exterior para dentro de si mesma, onde se sente com medo e ao mesmo tempo mais segura.

    Tanto que um sintoma bastante comum é o sono, e o que é o sono senão o encontro com o inconsciente?

    O indivíduo perde o contato com o seu eu de tal forma que rejeita o contato com qualquer pessoa ou qualquer ambiente. Quanto mais só, mais protegido de si mesma, das decisões. Não fazendo contato, ele se protege das decepções.

    Minha intenção não é de nenhuma forma encerrar o assunto. Pelo contrário, ao expô-lo me motivo para continuar a estudá-lo e incentivo a publicar seus estudos aqueles que já tenham constatado que a Astrologia pode ajudar efetivamente os indivíduos que desenvolvam tal síndrome.

    Embora existam muitos remédios alopáticos, homeopáticos, alternativos, e não dispensando a ajuda de um especialista, a Astrologia é, mediante o estudo atento dos planetas na casa 12, uma grande aliada nestes tratamentos.

     

    Cada planeta com seu pânico

    Após um bom número de atendimentos de indivíduos com a síndrome percebi algumas "coincidências" que exponho a seguir:

     

    SOL - sua síndrome é cíclica, as crises surgem logo após algum fato desagradável, seja ele qual for. Até mesmo o aumento de peso pode desencadeá-la, tanto quanto uma decepção de maior porte. O indivíduo age de forma consciente, sabe da síndrome, procura compreendê-la e busca sozinho algum tipo de tratamento. Não se entrega e luta ferozmente para vencê-la. Reage bem quando se envolve com leituras e exercícios de auto-ajuda. Atividades que desenvolvam o self dão excelentes resultados.

    LUA - demora a perceber a síndrome, começa e pára tratamentos. Quando está em crise não fala dela e foge das pessoas que possam ajudá-la; isola-se e mascara os sintomas, o que dificulta que as pessoas percebam e ajudem "delicadamente". Normalmente desenvolve a síndrome no dia-a-dia das relações, vai jogando muita coisa embaixo do "tapete" e o tapete se vira contra ela. Atividades que envolvam água e crianças, que ela vai negar no início, dão bons resultados. Tratamentos de choque tocando na ferida apresentam resultados contrários.

    MERCÚRIO - sua síndrome se manifesta com pensamentos mórbidos e destrutivos. Cria uma certa obsessão por algum assunto que vai incomodando até acioná-la. Não encara a síndrome de pronto e não percebe com facilidade sua obsessão. Normalmente se apega a algum tipo de ritual que pode até mesmo ser religioso, embora o pratique sem convicção ou crença real. Pode "ver" coisas. Seus sonhos são muito agitados, tem pressentimentos sempre negativos e se assusta com facilidade. Tratar essa pessoa não é fácil, porque se torna muito irônica e até mesmo cínica. Tem dores de cabeça e uma depressão leve dias antes da crise.

    VÊNUS - sua crise se manifesta relaxando consigo mesma, é a síndrome fisicamente visível, pois perde completamente a vaidade. A rotina e a sensação de que nada irá mudar é o que incentiva o surgimento da síndrome. Surge uma tendência à autoflagelação. O paciente desenvolve alergias de difícil diagnóstico e chega a se machucar, às vezes no gesto de se coçar, às vezes no próprio remédio para curá-la. Reage bem a atividades artísticas abstratas e jardinagem, mas precisa se sentir útil, principalmente para outras pessoas.

    MARTE - tende a provocar acidentes graves, arrisca-se em alta velocidade ou em qualquer atividade que envolva a adrenalina, só que sem os cuidados necessários. Sua agressividade fica muito latente, sendo que a utiliza voltada contra si mesmo. Não dá para diagnosticar com convicção como a síndrome se inicia, mas em alguns casos o paciente sofreu algum tipo de violência física dentro de casa. Sua forma de encarar a síndrome dificulta muito o tratamento: age como se estivesse com vontade de se tratar, mas não leva os tratamentos a sério.

    JÚPITER - por incrível que pareça, Deus tem "culpa" nesta síndrome. Sente que "Deus" a deixou na mão. Trava uma guerra relacionada a sua fé, e o sinal é uma mudança radical entre a religiosidade e o ceticismo. A síndrome se manifesta, normalmente, após alguma experiência desagradável entre o que pediu a Deus e o que Ele lhe deu. Torna-se uma companhia pessimista e desaforada. No tratamento, testa os seus limites o tempo todo. É preciso buscar pela sua fé interior sem que se toque na religiosidade.

    SATURNO - cansaço físico e emocional. Esta síndrome é muito delicada porque o indivíduo perde a razão de se sentir vivo. Não é suicida, mas fica internamente desejando o fim da vida. Amargo, torna-se cada dia mais intransigente, cerca-se de regras, disciplinas, ética e uma certa hipocrisia. Não encara a síndrome porque não aceita que uma doença emocional seja séria, é difícil encará-la até mesmo como doença. Ao procurar ajudá-lo, não toque no assunto: vá devagar, pelas bordas.

    URANO - normalmente quando procura ajuda a situação já está bastante delicada. Tratamentos que envolvam contato físico, como a terapia do abraço, dão resultados sólidos. Afasta-se das pessoas, sente-se magoado, mas não sabe com quem ou por quê. É difícil diagnosticar o que provocou a síndrome por causa da demora em procurar um tratamento. Normalmente já usou todos os tipos de tratamentos alternativos na automedicação, o que dificulta mais ainda precisar um diagnóstico.

    NETUNO -  é o segundo quadro mais conhecido da síndrome: estão presentes o medo, as alucinações e a fraqueza física e emocional. Tende ao suicídio, torna-se vítima de si mesmo, fica preso à casa 12 de tal forma que é capaz de vegetar numa cama com alguma "doença" psicossomática por longo período. Difícil precisar seu início; normalmente, o excesso de "eu compreendo" e os sacrifícios que faz pela vida, anulando o self, têm grande parte nisso. Em alguns atendimentos, a decepção com pessoas do seu convívio familiar, incluindo traição amorosa de um dos pais, desencadeou uma agressividade, seguida de constantes "encrencas", envolvimento com drogas e suicídio. Dificilmente procura ajuda por si: a maioria dos meus casos chegou a mim pela benevolência de alguém próximo à pessoa. O tratamento é bastante longo e os melhores resultados envolviam algum tipo de tratamento espiritual ou religioso, ou seja, o fortalecimento do espírito antes do físico.

    PLUTÃO -   é o caso mais conhecido da síndrome, normalmente desencadeada por ter o paciente chegado ao fundo do poço, seja material, emocional ou sentimental. Reage de forma violenta, ataca e culpa outras pessoas, envolve todos os que o rodeiam na sua síndrome, magoa, agride física e emocionalmente, não deixa ninguém de fora. Suas tentativas de suicídio deixam diversos sinais culpando alguém, numa forma de se justificar, mas dificilmente dão certo, na maioria das vezes é um artifício para chamar a atenção. Em todo caso, este tipo de pedido de socorro deve ser levado a sério. A dificuldade em tratá-lo deve-se à falta de percepção do paciente quanto a sua parcela de culpa. Encontrando a melhor forma de trabalhar seu self, os resultados superam as expectativas de forma muito rápida. 

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Elaine Bertone às 16h33
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