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    CORPO DE DOR

    POR  ECKHART TOLLE

    Desejamos paz, todos querem, porém há algo em nós que pede o conflito, o enfrentamento. Se  somos provocados de alguma forma começamos a perceber o imenso impulso de força que nos atravessa. O medo que se mascara em raiva ou hostilidade e algo em nós se vê ameaçado e quer  sobreviver a qual-

    quer  custo.

    No início de muitos relacionamentos chamados  românticos,  a interpretação de papéis é bastante  comum no sentido de atrair e manter a pessoa que é percebida pelo ego como aquela que fará o indivíduo feliz. Eu interpreto quem  você quer que eu seja, enquanto  você  representa  o que eu quero que  seja. No entanto essa interpretação é muito difícil e não se mantém por muito tempo  sobretudo  quando vão viver juntos. Sempre que assumimos papéis estamos inconscientes. No instante que reconhecemos isso cria um espaço entre nós e o papel, é o começo da libertação.

    Em muitos casos a felicidade é um papel que as pessoas representam. Um exterior sorridente pode encobrir sofrimento, depressão, esgotamento  pois  há um acobertamento da infelicidade,  portanto  há negação,  muitas vezes até mesmo para si próprio. A causa primária da infelicidade  nunca é a situação, mas nossos pensamentos sobre ela.  Portanto tome consciência dos pensamentos, separe-os da situação, que é sempre  neutra. O que você pensa é o que cria suas emoções. Os pensamentos, as emoções e as reações são reconhecidos e, no momento em que são detectados, o fim da identificação se dá de forma automática.

    Na maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser  involuntários, automáticos e  repetitivos; são uma estática mental. Eu penso é uma afirmação tão falsa como eu faço a digestão.  A digestão, a circulação e o pensamento  acontecem.   A voz na nossa cabeça tem vida  própria.   As pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente que é condicionada pelo passado, então somos condicionados a reinterpretá-lo sem parar.

    O corpo de dor coletivo provavelmente é codificado dentro do DNA. Todo recém-nascido traz um corpo de dor emocional. Em alguns é mais pesado e mais denso que em outros.  Quem tem um corpo de dor pesado costuma ter mais chance de despertar espiritualmente  do que os que têm um corpo de dor leve.

    O corpo de dor é uma forma de energia semi-autônoma e é viciado em infelicidade.

    Nosso projeto  reencarnatório  nada mais é do que o filme que queremos viver com o elenco contratado por  nós para  contracenar  as  experiências que  achamos  necessárias  ao  nosso crescimento.
    Mas quando aqui estamos, somos envolvidos pelo sistema de crença vigente que nos afasta de nossa essência, empurrando-nos para a convivência com nosso Ego. Aprendemos pela educação que devemos nos reconhecer pela nossa história e pela nossa personalidade  condicionada  por este  passado. Passamos então a revivê-la como forma de identificação do nosso Eu.
     Se elas fossem apenas experiências, não seria de todo mal, mas são carregadas de ressentimento, arrependimento, remorso, hostilidade, culpa etc. Isso o autor do  Poder do Agora  chama de  “corpo de dor” e pelo filósofo indiano Osho de “estorvo”. É o arquétipo negativo.
    Um arquétipo construído ao longo de histórias de sofrimento agrega tanta dor que acaba tendo existência própria. Ele se alimenta de tudo o que lhe assemelha e atrai acontecimentos para que você o veja e continue a alimentá-lo.  É como um ser primitivo e emocional com características de sabotador e vítima. Vibra nessa sintonia e caminha nessa direção.  Se você estiver sozinho(a), sentirá um desejo de relembrar episódios tristes ou difíceis de assimilar. Se estiver acompanhado, ele levará você ao conflito, provocando mais sofrimento e assim se alimentando.
    Esses arquétipos negativos ou “corpo de dor” segundo Tolle,  necessitam sempre provocar  para  se sentirem vítimas. Não querem solução, pois se sentem vivos pensando no “problema”.  Aonde forem angariam inimigos ou desafetos, e em graus mais intensos partem até para embates judiciais somente pelo prazer de se manterem na sintonia da discórdia.
    Há uma aliança perversa entre o EGO e o corpo de dor. Um alimenta o outro.
    Mas como podemos nos libertar dessa cilada? Simples, basta parar de se identificar com esse corpo. Se paramos de regar uma planta ela não cresce. Precisamos encarar as emoções que nos paralisaram no sofrimento e com essa consciência começamos a mudar. É retirar essa emoção ruim de onde está e trazê-la à tona. Dói, é óbvio, mas não mais que uma vez só.
    O tempo e a energia que se gasta  mantendo  essas emoções negativas escondidas ou dissimuladas é que as mantém vivas e  ávidas  por mais sofrimento.
    Já repararam nas pessoas que você sugere alguma solução e elas dizem de imediato que não vão conseguir? Frases como “é muito difícil, não tenho forças, é muito fácil falar quando se está de fora, não consigo esquecer, não posso perdoar, a culpa é dele(a)”, são comuns na expressão do corpo de dor ou arquétipo negativo.
     

    De quanto tempo necessitamos para nos libertarmos desse corpo de dor? A resposta é:  nenhum. Sempre que o corpo de dor estiver em atividade, temos que estar cientes de que o que estamos sentindo é o corpo de dor. Portanto quando sentir o corpo de dor não cometa o equívoco de achar que há algo errado em você.  O ego adora quando você faz de si mesmo um problema. O conhecimento precisa ser seguido pela aceitação. Que significa que você se permite sentir qualquer   coisa  naquele momento.  A decisão de converter o momento presente em nosso amigo é o fim do ego. Para o ego é impossível estar alinhado com o momento presente,  pois ele trata o presente como: um meio para alcançar um fim, um obstáculo ou um inimigo.

    Uma técnica espiritual eficaz é permitir conscientemente a diminuição do ego quando ela acontecer e não tomar nenhuma iniciativa para restaurá-lo. Quando alguém lhe dirigir críticas, censuras ou  xingamentos, não faça nada. Deixe que sua  autoimagem  permaneça  diminuída e fique atento ao que isso desperta no seu interior. Por alguns segundos pode parecer desagradável, como se seu corpo tivesse encolhido. Depois talvez você sinta uma viva sensação de amplitude interior.  Você não foi diminuído nem um pouco.  Na verdade, se expandiu.  Quando  deixa de se defender ou de tentar fortalecer a forma de seu eu,  você   se afasta da identificação com a forma, com sua autoimagem mental.  Por admitir ser menos (percepção do ego), na verdade você expande e cria espaço para o Ser entrar. Esse foi o sentido das palavras de Jesus: “Negue a si mesmo”; “Ofereça a outra face”.

     

    UM MUNDO NOVO, O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA



    Escrito por Elaine Bertone às 11h12
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