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    V A Z I O 

    Há um certo vazio em mim 
    Que não se preenche, 
    É uma velha lacuna
    de nascença, 
    um alinhavo torto, 
    que destoa 
    com a minha voz interna de esperança...

    Há um certo vazio em mim 
    Que não me deixa,
    Uma velha lacuna 
    De nascença, 
    Uma dor arredia, oportuna 
    como uma velha memória 
    que não cansa...

    Há um certo vazio em mim
    que se faz de tonto, 
    finge não mais existir
    ao se perder no tempo,
    Há um certo vazio enfim 
    Que resiste
    até não poder mais, 
    vive como uma tortura branda 
    e desconhece a paz.

    Há um certo vazio 
    que ainda procura 
    tateando pelo caminho 
    a sua tão sonhada cura, 
    a luz que recuou no túnel, 
    mas que ainda está lá, 
    há um certo vazio em mim 
    que um dia vai se acabar... 

    02.08.15 – Elaine Bertone



    Escrito por Elaine Bertone às 11h57
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    O XADREZ

     

     

    O XADREZ 

     

    O XADREZ

    Divisão de classes ;
    Jogo da vida; 
    Peão, rei e rainha 
    Andam em plena avenida.

    Aqui no tabuleiro 
    Me avizinho com mil torres 
    e um cavalo sem dono... 
    ... Ninguém sinaliza 
    Se ainda é outono, 
    Mas as peças caem 
    Suarentas de cansaço...
    E eu me vejo no xadrez 
    Com menos e menos espaço.

    Quando se diz xeque-mate, 
    Salve-se então quem puder, 
    Alguns comem de garfo e faca, 
    Outros sequer têm colher... 
    Bispos e monges tibetanos 
    Oram pelos homens 
    Chamados de humanos.
    Mas que grande ironia
    esse jogo matreiro, 
    depois do fim, há um novo recomeço, 
    Para sorte ou azar, 
    De quem está no tabuleiro.

    Elaine Bertone 08.11.15



    Escrito por Elaine Bertone às 11h46
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